Exemplo: Uma fábrica de lentes de contato produza lentes de contatos que apresente defeitos que distorcem a imagem com probabilidade $p=0,96$ de que haja erro na lente. Definamos $X_n$ como $1$ ou $0$ se apresenta algum erro de distorção na n-ésima lente produzida ou se não apresenta, respectivamente. Assumindo que a produção da lente ocorra de forma independente, sejam as variáveis aleatórias $X_1, X_2, ...X_n$ são independentes. Então $X={X_n, n=1,2,...}$ é um processo de Bernoulli com probabilidade de sucesso $P(X_n=1)=p=0,96$.
Qual a probabilidade das duas primeiras lentes terem defeitos e as duas subsequentes não tenham?
Resolução: Como queremos duas com defeito e duas sem, então:
$(1-p).(1-p).p.p=(1-p)^2.p^2=0,04^2.0,96^2=0,9232$
Clique aqui para ler a teoria sobre Distribuição de Bernoulli.
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Exemplo do Teste Z
Exemplo 1: Uma indústria produz discos de metal, segundo o vendedor, os diâmetros dos discos são de $10 cm$, com desvio padrão de $0,13 cm$. O comprador selecionou $30$ discos aleatoriamente para confirmar os diâmetros e obteve média $9,9 cm$. O comprador deseja confirmar os diâmetros para uma $\alpha=0,05$.
Resolução: Vamos tomar duas hipóteses:
$H_{0}$: Os discos tem $10 cm$ de diâmetro.
$H_{1}$: Os discos não tem $10 cm$ de diâmetro.
Temos que $\alpha=0,05$, logo $\alpha:2=0,025$. A área total menos o crítico resulta em: $1-0,025=0,975$.
Diante da tabela da área sob a distribuição normal (pode ser visualizada aqui, na teoria do Teste Z), $0,975$ é a junção das colunas $1,9$ e $6$, ou seja: $1,96$.
Note: encontramos $z=-4,34$ e $z_{crit}=1,96$ e como $\left | z \right | > \left | z_{crit} \right |$, rejeitamos a $H_{0}$.
Exemplo 2: Admitamos uma amostra relativa às notas de um grupo de $100$ alunos apresente distribuição normal. Foram calculados o desvio padrão e a média da amostra: $2,7$ e $7,7$ respectivamente.
Calcule o escore Z para um aluno que tenha obtido nota $6,2$ e discuta o resultado.
Resolução:
Resolução: Vamos tomar duas hipóteses:
$H_{0}$: Os discos tem $10 cm$ de diâmetro.
$H_{1}$: Os discos não tem $10 cm$ de diâmetro.
$z=\frac{(\hat{X}-\mu_{\hat{X}})}{\frac{\sigma}{\sqrt{n}}}$
$z=\frac{(9,9-10)}{\frac{0,13}{\sqrt{30}}}$
$z=-4,347$
Temos que $\alpha=0,05$, logo $\alpha:2=0,025$. A área total menos o crítico resulta em: $1-0,025=0,975$.
Diante da tabela da área sob a distribuição normal (pode ser visualizada aqui, na teoria do Teste Z), $0,975$ é a junção das colunas $1,9$ e $6$, ou seja: $1,96$.
Note: encontramos $z=-4,34$ e $z_{crit}=1,96$ e como $\left | z \right | > \left | z_{crit} \right |$, rejeitamos a $H_{0}$.
Exemplo 2: Admitamos uma amostra relativa às notas de um grupo de $100$ alunos apresente distribuição normal. Foram calculados o desvio padrão e a média da amostra: $2,7$ e $7,7$ respectivamente.
Calcule o escore Z para um aluno que tenha obtido nota $6,2$ e discuta o resultado.
Resolução:
$z=\frac{(\hat{X}-\mu_{\hat{X}})}{\frac{\sigma}{\sqrt{n}}}$
$z=\frac{(6,2-7,7)}{\frac{2,7}{\sqrt{100}}}$
$z=-0,55$
Novamente consultando a tabela: $0,55=0,5+0,05$, esses valores (nas colunas) resultam em $0,7088$.
Concluímos então que $70,88%$ dos alunos tiraram notas maiores que a do aluno em questão.
$\lim_{x \rightarrow 0} \frac{x}{senx}$
Vamos resolver $\lim_{x \rightarrow 0} \frac{x}{senx}$ de duas maneiras: primeiramente pela Regra de L'Hôpital e depois por manipulações algébricas.
1. Regra de L'Hôpital
Se aplicarmos $0$ no limite acharemos uma indeterminação:
$$\lim_{x \rightarrow 0} \frac{x}{senx}=\frac{0}{sen0}=\frac{0}{0}$$
Para resolvermos essa indeterminação podemos aplicar a regra de L'Hôpital, ou seja:
$$\lim_{x \rightarrow 0} \frac{f(x)}{g(x)}=\lim_{x \rightarrow 0} \frac{f'(x)}{g'(x)}$$
Então teremos:
$$\lim_{x \rightarrow 0} \frac{x}{senx}=\lim_{x \rightarrow 0} \frac{1}{cosx}=\frac{1}{cos0}=1$$
2. Manipulação Algébrica
Aplicando uma das regras de limites:
$$\lim_{x \rightarrow 0} \frac{x}{senx}=$\lim_{x \rightarrow 0} (\frac{senx}{x})^{-1}=1^{-1}=1$$
1. Regra de L'Hôpital
Se aplicarmos $0$ no limite acharemos uma indeterminação:
$$\lim_{x \rightarrow 0} \frac{x}{senx}=\frac{0}{sen0}=\frac{0}{0}$$
Para resolvermos essa indeterminação podemos aplicar a regra de L'Hôpital, ou seja:
$$\lim_{x \rightarrow 0} \frac{f(x)}{g(x)}=\lim_{x \rightarrow 0} \frac{f'(x)}{g'(x)}$$
Então teremos:
$$\lim_{x \rightarrow 0} \frac{x}{senx}=\lim_{x \rightarrow 0} \frac{1}{cosx}=\frac{1}{cos0}=1$$
2. Manipulação Algébrica
Aplicando uma das regras de limites:
$$\lim_{x \rightarrow 0} \frac{x}{senx}=$\lim_{x \rightarrow 0} (\frac{senx}{x})^{-1}=1^{-1}=1$$
$2^{n}>4n$ para $n \geqslant 5$
Vamos demonstrar, por indução, que $2^{n}>4n$ $\forall n \geqslant 5$ com $n \in Z^{+}$.
Primeiro vemos que é verdade para $n=5$, pois temos:
$n=5 \Rightarrow 2^{5}=32 > 20=4.(5)$
Agora, como hipótese indutiva tomaremos que $2^{k}>4k$, com $k \geqslant 5$.
Então vamos demonstrar que $2^{k+1}>4(k+1)$ é verdadeira.
$2^{k+1}=2.2^{k}$
$=2^{k}+2^{k}$
$>4k+4k$ pela hipótese indutiva
$>4k +4$ pois $k \geqslant 5$
$=4(k+1)$
Como supomos para um valor $k$ e demonstramos para $k+1$, então conseguimos demonstrar por indução que $2^{n}>4n$ $\forall n \geqslant 5$.
Primeiro vemos que é verdade para $n=5$, pois temos:
$n=5 \Rightarrow 2^{5}=32 > 20=4.(5)$
Agora, como hipótese indutiva tomaremos que $2^{k}>4k$, com $k \geqslant 5$.
Então vamos demonstrar que $2^{k+1}>4(k+1)$ é verdadeira.
$2^{k+1}=2.2^{k}$
$=2^{k}+2^{k}$
$>4k+4k$ pela hipótese indutiva
$>4k +4$ pois $k \geqslant 5$
$=4(k+1)$
Como supomos para um valor $k$ e demonstramos para $k+1$, então conseguimos demonstrar por indução que $2^{n}>4n$ $\forall n \geqslant 5$.
$\blacksquare$
$\int f(x)g(x)dx \neq \int f(x)dx \int g(x)dx$
Essa desigualdade é interessante de ser refutada e faremos isso de forma fácil: por contradição, pois se acharmos pelo menos um exemplo em que a igualdade não funcione, podemos afirmar que as integrais são diferentes.
Primeiramente, tomaremos duas funções:
$f(x)=senx$ e $g(x)=cosx$
$(1)$ $\int senxcosx dx$
Por uma identidade trigonométricas temos que:
$$senxcosx = \frac{1}{2}sen2x$$
Logo:
$$\int sen2x dx = \frac{1}{2} \int sen2x dx$ = - \frac{1}{4}cos2x + c$$
$(2)$ $\int senxdx \int cosxdx$
$=(senx+c_{2}).(-cosx+c_{3})$
$=-senxcosx+c_{3}senx-c_{2}cosx+c_{2}c_{3}$
$=-\frac{1}{2}sen2x+c_{3}senx-c_{2}cosx+c_{2}c_{3}$
$\int f(x)g(x)dx \neq \int f(x)dx \int g(x)dx$.
$\int cos(lnx)dx$
Para determinar a integral $\int cos(lnx) dx$, usaremos o método da Integração por Partes.
Então vamos tomar:
$u=cos(lnx)$
$du=-\frac{1}{x}sen(lnx)dx$
$dv=dx$
$v=x$
Assim:
Vamos aplicar a integração por partes novamente, então tomamos:
$w=sen(lnx)$
$dw=\frac{1}{x}cos(lnx)$
$dt=dx$
$t=x$
Agora note que, em ambos os lados da igualdade, possuímos o termo $\int cos(lnx) dx$, assim podemos somar ambos os lados por ele e obtemos:
Por fim, obtemos que:
Então vamos tomar:
$u=cos(lnx)$
$du=-\frac{1}{x}sen(lnx)dx$
$dv=dx$
$v=x$
Assim:
$\int cos(lnx) dx = xcos(lnx) + \int x\frac{1}{x}sen(lnx)dx$
$\int cos(lnx) dx = xcos(lnx) + \int sen(lnx)dx$
$w=sen(lnx)$
$dw=\frac{1}{x}cos(lnx)$
$dt=dx$
$t=x$
$\int cos(lnx) dx = xsen(lnx) - \int x \frac{1}{x}cos(lnx)dx$
$\int cos(lnx) dx = xsen(lnx) - \int cos(lnx)dx$
$2 \int cos(lnx) dx = xsen(lnx)$
Por fim, obtemos que:
$\int cos(lnx) dx =\frac{xsen(lnx)}{2}$
$\lim_{x \rightarrow \pi^{+}} \frac{sinx}{\sqrt{\pi-x}}=0$
Temos que:
$sin(\pi-x)=sin\pi.cosx-cos\pi.sinx=sinx$
Então:
$\lim_{x \rightarrow \pi^{+}} \frac{sinx}{\sqrt{\pi-x}}=\lim_{x \rightarrow \pi^{+}}\frac{sin(\pi-x)}{\sqrt{\pi-x}}$
Racionalizando obtemos:
$\lim_{x \rightarrow \pi^{+}} \frac{sin(\pi-x).\sqrt{\pi-x}}{\pi-x}$
Agora tomamos $t=\pi-x$, desse modo:
$\lim_{x \rightarrow \pi^{+}} \frac{sin(\pi-x).\sqrt{\pi-x}}{\pi-x} = \lim_{x \rightarrow 0} \frac{sint}{t}\sqrt{t}$
Mas como sabemos que $\lim_{t \rightarrow 0}\frac{sint}{t}=1$, então:
$\lim_{x \rightarrow \pi^{+}} \frac{sinx}{\sqrt{\pi-x}}=0$
1+3+5+7+...=n²
Para todos os números naturais $n$, com $n\geqslant 1$, temos que:
$$1+3+5+...+(2n-1) = n^2$$
Prova: Para provar, por indução, temos que relembrar as duas propriedades que devem ser satisfeitas:
$i.$ $1 \in S$
$ii.$ Se $m \in S$, então $n+1 \in S$
A primeira propriedade é satisfeita, pois para $n=1$, temos que $1=1^2$, logo o passo base é verdadeiro.
Como é verdade para $n=1$, então deve ser verdadeira para $n=k+1$ (com $k \in S$, $k \geqslant 1$).
Devemos mostrar que:
$$1+3+5+...+(2k-1)+(2k+1) = (k+1)^2, k \geqslant 1$$
Sabemos que:
$$1+3+5+...+(2k-1)+(2k+1) =k^2+2k+1 = (k+1)^2$$
Logo, provamos o que queríamos.
$$1+3+5+...+(2n-1) = n^2$$
Prova: Para provar, por indução, temos que relembrar as duas propriedades que devem ser satisfeitas:
$i.$ $1 \in S$
$ii.$ Se $m \in S$, então $n+1 \in S$
A primeira propriedade é satisfeita, pois para $n=1$, temos que $1=1^2$, logo o passo base é verdadeiro.
Como é verdade para $n=1$, então deve ser verdadeira para $n=k+1$ (com $k \in S$, $k \geqslant 1$).
Devemos mostrar que:
$$1+3+5+...+(2k-1)+(2k+1) = (k+1)^2, k \geqslant 1$$
Sabemos que:
$$1+3+5+...+(2k-1)+(2k+1) =k^2+2k+1 = (k+1)^2$$
Logo, provamos o que queríamos.
Demonstração da Derivada de ln(x)
Seja a derivada de $ln(x)$, então temos que:
$${f}'(x)=\lim_{h \to 0} \frac{ln(x+h)-ln(x)}{h}$$
Podemos aqui utilizar uma das propriedades dos logaritmos, transformando uma diferença de logaritmos em quociente, desse modo:
$${f}'(x)=\lim_{h \to 0} \left [\frac{1}{h}.ln\left (\frac{x+h}{x} \right ) \right ]$$
Usando a propriedade do expoente obtemos:
$${f}'(x)=\lim_{h \to 0} \left [ln\left (\frac{x+h}{x} \right )^{\frac{1}{h}} \right ]$$
Simplificando:
$${f}'(x)=\lim_{h \to 0} \left [ln\left (1+\frac{h}{x} \right )^{\frac{1}{h}} \right ]$$
Para simplificar a demonstração, trocaremos a variável: $u=\frac{h}{x}$, logo $h=x.u$ e
$${f}'(x)=\lim_{h \to 0} \left [ln\left (1+u \right )^{\frac{1}{x.u}} \right ]$$
e
$${f}'(x)=\lim_{h \to 0} \left [ln\left (1+u \right )^{\frac{1}{u}} \right ]^{\frac{1}{x}}$$
Note que o desenvolvimento até trouxe-nos ao limite fundamental da exponencial, assim:
$${f}'(x)= ln(e)^{\frac{1}{x}}$$
Novamente utilizando a propriedade da exponencial:
$${f}'(x)=\frac{1}{x}.ln(e)$$
E como sabemos que $ln(e)=1$, podemos concluir que
$${f}'(x)=\frac{1}{x}$$
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